Sábado, 10 de Maio de 2008

Gargalos do calendário

Como já comentamos aqui, o calendário do futebol brasileiro já melhorou muito, mas ainda há vários ajustes a fazer. O momento atual – entre o fim dos estaduais, começo do brasileiro e estreitamento do funil dos mata-mata da Libertadores e da Copa do Brasil – é um exemplo.

O marketing é uma ferramenta fundamental para aumentar o interesse do público. Não a propaganda vazia e descolada da realidade, mas a efetiva, trabalhando elementos para que o campeonato já começasse quente.

O campeonato, no entanto, começa espremido entre a ressaca das decisões estaduais e o interesse crescente pelas fases eliminatórias da Libertadores e da Copa do Brasil.

Deveria haver um intervalo maior entre o fim dos estaduais e o início da série A. Esse final de semana, por exemplo, deveria ser livre de futebol. Os clubes decidiriam o campeonato estadual no domingo passado e teriam duas semanas de trabalho até o início do brasileiro. Poderiam se recuperar fisicamente, apresentar reforços, deixá-los em condições de estrear e aumentar o interesse do público pela rodada de abertura.

Há outro problema. As fases iniciais da Copa do Brasil e da Libertadores são disputadas ao longo de várias semanas. Quando essas competições afunilam, passam a serem jogadas todas as semanas, sem nenhum intervalo. Com isso, os clubes envolvidos deixam o início do brasileiro de lado para se concentrar nas outras competições.

Penso que o ideal para os clubes brasileiros seria disputar uma média de seis jogos por mês. Quatro em finais de semana e dois nos meios de semana. Assim, dois meios de semana seriam destinados apenas a treinamentos e recuperação de jogadores. Isso seria possível se a duração da Copa do Brasil e da Libertadores fosse alongada. Não vejo impeditivos para que isso ocorra.

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