Sábado, 24 de Maio de 2008

Hora de consertar

Uma das críticas pontuais que faço à diretoria do Figueira é a política do “para que consertar se não quebrou” (leia aqui). Em muitas situações, esse “deixa como está para ver como é que fica” custam pontos preciosos ao clube. É o caso da falta de reposição para a defesa. Com a saída de André Santos, o time ficou sem lateral esquerdo. César Prates até vinha quebrando o galho por ali. Mais aí foi chamado a quebrar o galho na zaga, que vinha fazendo água. Agora são duas posições a descoberto, ainda mais com a saída de Felipe Santana (que, registre-se, até ir embora era questionado por boa parte da torcida e da imprensa). Ou melhor, são três posições a descoberto, porque também não temos ala direito se Léo Matos (que precisa mostrar a que veio, apesar de ter jogado bem contra o Coxa até ser expulso) não pode jogar como aconteceu neste sábado.

Corrigindo: são quatro posições a descoberto. Porque Diogo faz falta para o meio campo, apesar de não ser brilhante. Pelo menos compõe melhor o sistema defensivo e faz boas incursões pela ala direita, o que não ocorre quando fica preso à lateral. Hoje, por exemplo, foi um desastre.

As contratações de Tadeu e Ramon foram positivas. Mais Tadeu do que Ramon, que precisa se provar útil. Ampliam o leque de opções do meio para frente. Eram prioridade? Não, mas neste sábado, por exemplo, de opção mesmo no banco só Edu Salles. O resto estava ali para fazer número.

Só que a ala esquerda e a zaga não podem mais esperar. O clube não nada em dinheiro, mas comprar uns direitos federativos ou pagar uma multa rescisória de vez em quando não vai levá-lo à falência. Se não for isso, então que se descubra algum jogador encostado em outro clube e que possa vir por empréstimo e suprir a carência. Está na hora de consertar.

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