A primeira oportunidade foi com o 7º lugar no Brasileirão de 2006. Uma derrota para o Paraná Clube no Scarpelli acabou fazendo a diferença contra as pretensões do Alvinegro. A segunda chance veio no ano passado, quando o clube chegou à final da Copa do Brasil.
O problema é que essa ambição precisa estar alicerçada em qualidade real. O primeiro passo é querer, mas só isso não basta. Considerando que para atingir essa meta, o Furacão Alvinegro terá rivais do porte de São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Inter, Flamengo e Fluminense, além de outros que vão correr por fora e podem surpreender, é preciso contar com um elenco capaz de ter fôlego para cumprir a maratona de 38 jogos.
Dois reforços chegaram durante essa semana. Thiago Prado e Magal. Ajuda, mas ainda é pouco. O Figueira não tem lateral esquerdo de ofício. Tem apenas dois meias atacantes. Rodrigo Fabri, que precisa de mais tempo e regularidade para provar-se útil ao time, e Fernandes, que, infelizmente, convive com uma série de contusões musculares. É pouco. Para ataque, o time tem três boas opções: Wellington Amorim, Bruno Santos e Edu Salles. Também é pouco.
Assim, uma vaga na Libertadores depende de mais investimento. Um investimento que, talvez, o clube não queira ou não possa fazer. Ao criar a expectativa na torcida de que vai brigar pela Libertadores, a cobrança será maior. Será uma pressão a mais que terá que ser administrada.
O campeonato é longo e uma boa largada pode ou não significar muito. O que interessa é a regularidade. O Figueirense já começou o campeonato passando sete ou oito rodadas sem vencer e se recuperou depois. Outros times, como Ponte Preta e Paraná Clube, já pontearam a competição no início e desceram a ladeira depois.
A tabela é boa para o Furacão. Os quatro primeiros jogos são contra equipes que acabaram de subir para a série A (Portuguesa, Coritiba e Vitória) ou brigaram para não cair no ano passado (Goiás). Vai ser bom para medir a pressão. Um bom começo, no entanto, não pode mascarar o fato de que o time precisa reforçar a musculatura para se mostrar capaz de agüentar o tranco.
1 comentários:
Pachecão!
O home tá chic, de brog e coisital!
Acertou na mosca, camarada. Que o diga o jogo de ontem. Muita felicidade ao final, mas com um baita gosto amargo travado na boca. E o adversário era a Lusinha ... - com o perdão de toda a simpatia que tenho pelo time dos patrícios!
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