Domingo, 4 de Maio de 2008

Para que serve o estadual II?

Como já postamos neste blog, a média do Figueira no campeonato catarinense deste ano é de pouco mais de 7 mil torcedores por jogo. É a maior entre todos os clubes que participaram da competição. Mesmo assim, é inferior à média do campeonato brasileiro. No primeiro jogo da decisão, domingo passado no Scarpelli, o estádio não lotou. O público pagante de 14.654 foi o segundo maior do campeonato, perdendo apenas para o clássico também no Scarpelli, mas ficou abaixo do esperado. Muito se deve à pequena presença de torcedores do Criciúma – dos 2 mil ingressos disponíveis, cerca de 500 devem ter sido vendidos ao pessoal do Sul do estado. Porém, muitos sócios do Figueira também deixaram de ir ao jogo. Desinteresse? Fastio? É de se pensar nos motivos.

Da última vez que o Figueira disputou – e venceu – uma decisão contra o Criciúma, fez 44 partidas no campeonato estadual. A competição durou o ano inteiro. O jogo decisivo aconteceu no dia 18 de dezembro de 1994. Além desses confrontos, o Furacão Alvinegro deve ter jogado mais umas oito ou 10 vezes, se muito, pela série C do Brasileiro.

Agora tudo mudou. O time completará neste domingo 24 jogos pelo estadual. Esse ano, no entanto, vai disputar mais 38 partidas pelo brasileiro, totalizando 62 pelejas oficiais. Isso porque não disputa Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. No ano passado, quando disputou todas estas competições, fez 74 partidas oficiais.

É um calendário muito melhor, sem dúvida, mas o estadual continua ocupando uma fatia considerável do ano. É muito bom ser campeão e torcerei muito para que isso ocorra neste domingo, mas até que ponto disputar um campeonato desse ajuda o time a se preparar para a série A do brasileiro?

Financeiramente é certo que não. O clube passa cinco meses disputando uma competição que lhe paga, de TV, uns 200 merréis, se muito. O campeonato brasileiro, por exemplo, no qual o Figueira é um dos times que menos recebe, vai pagar mais de R$ 5 milhões. Ou seja, o dinheiro da série A tem que amortizar o prejuízo do estadual e ainda tem que servir para fortalecer o elenco, pois o time tem que ser competitivo o suficiente para, no mínimo, garantir sua permanência na 1ª divisão do brasileiro. Isso jogando contra adversários que têm uma receita 10 ou 15 vezes maior que a sua.

2 comentários:

Dimaris disse...

Para mim, a baixa média no Estadual não é por ser o Estadual e sim pela campanha do Time, que mesmo tendo se sagrado campeão não convenceu(exceto nas duas últimas partidas). Se o Figueira tivesse sido "arrasador", teríamos tido média de 10 a 12 mil por jogo. tenho certeza disso, basta conferir a média de público de anos anteiores (mesmo já estando na Série A) qdo o time "encantava" a torcida.

Ney Pacheco disse...

Dirce,

Acho que a média não varia muito disso não. O estádio enche em jogos decisivos ou na final, no clássico e nas demais partidas o público varia de 5 a 7 mil. Ganhamos cinco estaduais nos últimos sete anos. Quer motivação maior que essa?

Um abraço,

Ney