Na vitória contra o Coritiba no domingo passado, por exemplo, Gallo entrou com duas improvisações na zaga. César Prates, que vem quebrando o galho por ali desde a final do estadual contra o Criciúma, e Diogo na vaga de Felipe Santana, negociado com o futebol alemão.
Schmöller é inexperiente, mas tem boa qualidade técnica e boa saída de bola, além disso, é da posição. Não se trata simplesmente de escalar um jogador porque é da base e é preciso colocá-lo “na vitrine”. Ele tem potencial e merece uma seqüência de jogos para mostrar seu futebol e ser efetivamente testado.
Essa era a principal dificuldade de Gallo: a pouca atenção às categorias de base do Furacão Alvinegro, que já mostrou ter um trabalho competente na revelação e preparação de jogadores jovens. Isso não significa, necessariamente, que o clube não precise buscar reforços, mas se Schmöller se firmar, o time terá um problema a menos.
Nos outros setores, o time quase não muda. Apenas Diogo sai da zaga e passa para a ala direita. Este blog só queria ver, nesse caso, uma maior troca de posição entre Diogo e César Prates. O primeiro parece ter um bloqueio inexplicável na hora de cruzar quando é escalado pelo lado do campo. Quando joga no meio-campo, Diogo quase sempre dá boas assistências quando cai pela ala direita. É só ir para essa posição que desaprende. Assim, César Prates poderia revezar com ele, já que é da posição e entende do ofício. O Figueira ganharia em força ofensiva se isso acontecesse.
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