Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo praticou o seu habitual chororô contra a arbitragem de Leonardo Gaciba. Usou os supostamente frios números para justificar o argumento de que o árbitro teve dois pesos e duas medidas. Segundo Luxa, o Figueirense cometeu 39 faltas e só levou dois amarelos, enquanto o Palmeiras cometeu apenas 21 faltas e levou cinco amarelos. Questionou ainda o fato de um árbitro gaúcho ser escalado para jogos do seu time, já que o Grêmio é rival direto na briga pelo título.
Pois Gaciba é sim gaúcho, mas pelo jeito é colorado. Não expulsou Kleber, depois deste dar uma cotovelada violenta em Asprilla, que ficou zonzo por uns bons cinco minutos. Não expulsou Léo Lima, que entrou para rachar Alex Bruno. O fato de não ter pegado como queria não pode justificar o leve amarelo que Lima levou.
Para fechar, o árbitro gaúcho simplesmente não deixou o Figueirense jogar depois dos 30 minutos do segundo tempo. Toda dividida, toda roubada de bola do Figueira na defesa, Gaciba marcava falta. No final do jogo, o Furacão Alvinegro não passou do meio-campo porque o juiz não deixou.
Luxemburgo ainda reclamou do fato de Alex Bruno não ter sido expulso apesar de ter cometido nove faltas durante a partida. Ora, Alex levou amarelo numa falta que não cometeu. E em vários lances, no agarra-agarra constante que é jogar contra o atacante Kleber, Gaciba poderia marcar falta de qualquer um dos dois. Optou, quase sempre, por assinalar infração de Alex.
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
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