Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Boato vira notícia

Como jornalista, aprendi que uma informação só é notícia se for corroborada, seja por documentos, imagens ou por mais de uma fonte. Se não for, não é notícia. Quase sempre há uma conjunção de interesses, muitas vezes opostos, por trás da divulgação de uma informação.

Vemos isso acontecer com freqüência na fábrica de denúncias que virou a imprensa brasileira. Muitas vezes para atingir adversários, principalmente na política, alguém fabrica um dossiê e o repassa à imprensa. Esta, ou porque quer dar o furo, a notícia inédita, antes da concorrência, ou porque a informação vai prejudicar o governo A ou B, a quem ela combate, divulga o que recebeu sem apurar adequadamente a veracidade.

O futebol também se enquadra nesse caso. Há muitos interesses envolvidos, desde causar prejuízo a terceiros até obter promoção pessoal ou vantagem financeira numa negociação.

Assim, a divulgação, por parte do comentarista avaiano Miguel Livramento, de uma possível negociação de Cleiton Xavier na última terça-feira, provocou uma forte reação da direção do Figueirense. O clube negou o fato/boato e condenou a sua veiculação, afirmando que “tradicionalmente às vésperas de momentos importantes e decisivos da vida do clube, o Figueirense é atingido por informações plantadas com o único intuito de conturbar o costumeiro ambiente de tranqüilidade que caracteriza as nossas ações administrativas” (leia a íntegra aqui).

Em sua coluna no jornal Hora de Santa Catarina de hoje, o comentarista continua sustentando que a informação é verdadeira. O mesmo periódico, e também o Diário Catarinense, ambos da RBS, trazem notícias sobre o assunto. Nelas, o fato/boato é negado pelas direções de Figueirense, Palmeiras e Internacional. Segundo o blog do jornalista Rodrigo Faraco, o empresário de Cleiton Xavier também negou (leia aqui).

O argumento de que o clube sempre nega as negociações e algumas delas se concretizam não pode servir de justificativa para divulgar boatos. Estamos nos tempos das raposas felpudas, cobrinhas e outros bichos (o que me faz lembrar aquela música dos Titãs que fala em oncinha pintada, zebrinha listrada e coelhinho peludo...), mas o compromisso com a verdade deve ser assumido por qualquer jornalista.

Há pouco mais de um mês, o clube negou que estaria negociando a contratação de Roque Júnior. O assessor do jogador também negou. Mesmo assim, o boato teve ampla repercussão. O zagueiro não só não veio para o Figueira como foi para o Oriente Médio.

Quando um clube vai contratar um novo técnico, o tiroteio ainda é maior. Dezenas de nomes são citados, na lógica de que um deles vai ser o contratado e assim a informação foi dada em primeira mão por alguém. Só que, na maioria das vezes, o nome anunciado não é um daqueles citados pela imprensa.

Não posso divulgar que o Figueira vai contratar o Ronaldinho Gaúcho só porque alguém me ligou e disse que vai. Tenho quem confirmar a veracidade da informação. Não posso veiculá-la só porque se for verdade, eu dei o furo. O exercício da profissão de jornalista exige responsabilidade. Não divulgar boatos se enquadra nisso.

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Maracanã no Avaí

Essa não dá para deixar passar.
Se o Avaí não vai ao Maracanã. O Maracanã vem até o Avaí.
O Arlindo, bem entendido...

7.308

Pelas minhas contas, com o jogo do último domingo, o Furacão Alvinegro fechou o campeonato estadual com uma média de 7.308 pagantes por jogo no estádio Orlando Scarpelli. Foram 87.702 ingressos vendidos em 12 partidas em casa.

É, disparada, a melhor média do campeonato. O Avaí ficou em 2º lugar (o que já é um progresso para eles), com média de 5.266 pagantes por jogo. O Criciúma está em quarto lugar, com média de 3.950. Se o jogo do próximo domingo, no Heriberto Hülse, chegar a 17 mil pagantes, a média se elevará para quase 5 mil, suficiente para tirar o terceiro lugar do Joinville (4.212 por partida), mas ainda atrás da dupla da capital.

Registre-se, por justiça, que a média do Criciúma poderia ser melhor, mas o time mandou seus três primeiros jogos em casa fora da cidade: dois em Tubarão e um no Scarpelli, enquanto dava uma meia-sola no gramado do seu estádio.

Registre-se ainda que o melhor público do Criciúma em casa até agora foi contra o Figueira. Quase sete mil pagantes. Agora terão mais um bom lucro com o retorno do único representante catarinense na série A do Brasileiro à cidade.

Uma coisa de cada vez

A torcida do Figueira fez festa no Scarpelli no domingo. Empurrou o time nas horas boas, incentivou nos maus momentos, inclusive cantando o hino do clube por um bom tempo no segundo tempo. Mais do que isso, os torcedores do Furacão estão mostrando que sabem separar as coisas.

O técnico Alexandre Gallo não está agradando a maioria dos torcedores, e com razão. O elenco tem deficiências. O preparo físico parece estar preocupantemente longe do ideal. Só que não é hora de reclamar disso. É hora de dar todo o apoio para o time na briga pelo 15º título.

Muita coisa precisa ser corrigida para o Brasileiro sim. E a diretoria do clube, por suas declarações, parece estar consciente disso. O foco, no entanto, é na decisão do campeonato. Como já postei no blog ao fim do 1º turno, a principal meta do Figueira no campeonato havia sido alcançada ao conquistar a vaga na final e garantir a participação na Copa do Brasil de 2009. O título vai ser a saborosíssima cereja do bolo.

As correções de rota ficam para a próxima segunda-feira.

27 milhões

Dizem por aí que esse é o rombo nas contas do time lá do Sul da Ilha. Só o presidente teria enterrado 5 milhões no buraco que não tem mais fundo. Deve ser a pior relação custo-benefício da história do futebol mundial. Haja bilhete de timemania para tapar esse buraco.

É por isso que a galera alvinegra canta: Fica, Zunino!

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Na raça e no coração

Foi assim que o Figueira garantiu a vitória por 1 a 0 no último domingo. O time fez um ótimo primeiro tempo, começou pressionando o Criciúma, fez 1 a 0 antes dos 10 minutos, criou várias outras chances para ampliar o placar e no segundo tempo, diante das circunstâncias (contusões, substituições e desgaste físico), segurou a vitória como pôde.

Decisão é assim: não se joga, se vence, como for preciso. Muita gente, desacostumada a chegar às decisões e muito mais desacostumada a vencê-las, não consegue entender isso.

Em decisão não adianta se atirar 20 vezes dentro da área para cavar pênalti, não adianta botar uma profusão de bolas na trave, não serve para nada chutar 50 bolas por cima do gol.

Em uma decisão é preciso ser forte, eficiente, dedicado. Em decisão, é preciso jogar como time grande para chegar à vitória, É preciso jogar como time pequeno para garanti-la. É simples e óbvio. Mas temos que ser didáticos com quem não está habituado a participar de grandes decisões.

O time foi valente, bravo. A torcida deu um show. Mas quem não foi ao estádio e se guiou no que disseram setores da imprensa de Florianópolis e de Criciúma, deve estar pensando que o Furacão Alvinegro achou um gol no começo do jogo e depois o time do Sul do estado dominou a partida e se não fosse o goleiro Wilson teria virado o jogo.

Não foi nada disso. O Figueirense entrou mordendo, sufocando o Criciúma, que só criou chances, claras sim, por conta de erros individuais da defesa alvinegra. O Furacão, em contrapartida, teve várias oportunidades de ampliar o placar e liquidar a fatura já no primeiro tempo.

No segundo tempo, as saídas de Elton e Asprilla trouxeram prejuízo ao sistema de jogo e à postura do Figueira em campo. O Criciúma controlou o jogo, teve muito mais posse de bola, mas chances mesmo teve duas, com Beto. O Figueira perdeu eficiência no contra-ataque, muito por conta da precipitação na hora do último passe, muito por conta do desgaste físico acentuado de alguns jogadores-chave como Cleiton Xavier e Fernandes. Mesmo assim ainda levou perigo ao gol de Zé Carlos: três vezes em conclusões de Rodrigo Fabri e uma com Fernandes.

Foi um jogo bonito, movimentado, aberto. Os dois times se preocuparam em jogar futebol. Por conta disso, até a arbitragem foi facilitada. Está tudo indefinido. Mas, por conta do regulamento do campeonato, nem que o Figueira desse um sacode de 5 a 0 no Criciúma, a parada estaria resolvida. Agora é garantir o título em Criciúma.

Dessa vez a invenção funcionou

O técnico Alexandre Gallo surpreendeu novamente na escalação ontem. Além de Marquinho na ala-esquerda, escalou César Prates como terceiro zagueiro, Diogo na ala direita, Elton no meio, Edu Salles no ataque e deixou Rodrigo Fabri no banco.

Só que dessa vez, tudo funcionou. O time entrou aceso, ligado, bem postado em campo. Fez um ótimo primeiro tempo, com as chances criadas pelo Criciúma surgindo de erros individuais do Figueira.

No segundo tempo, a coisa complicou um pouco. Elton cansou. Asprilla se contundiu. Fernandes e Cleiton Xavier, principalmente este, chegaram à exaustão. O time já não conseguiu manter a posse de bola, mas soube se defender com bravura.

Gallo acertou nas substituições, mas errou na ordem. Quando Elton pediu para sair, o técnico botou Rodrigo Fabri, abrindo mais o meio, quando o mais adequado era pôr Makelele. Quando Asprilla se contundiu, era hora de Bruno Perone entrar, mas aí Gallo botou Makelele em campo, deixando o time com apenas um zagueiro de ofício (Felipe Santana). Só depois, o treinador trocou Marquinho por Perone, recompondo a defesa. Foram escolhas confusas, mas o time soube segurar o resultado. No momento, é o que importa.

São Wilson

O Furacão Alvinegro tem um baita goleiro. Aliás, a seqüência de grandes goleiros (Edson Bastos, Andrey e Wilson) deve deixar muita gente se mordendo de inveja. No domingo, Wilson mais uma vez mostrou sua qualidade. Na hora que foi exigido fez grandes defesas. É um ótimo goleiro em grande fase. Ouso dizer que está entre os cinco melhores do Brasil.

Domingo, 27 de Abril de 2008

Vigésima primeira vez

Neste domingo, o Figueira participa de sua 21ª decisão de campeonato estadual. Até agora foram 14 títulos (1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004 e 2006) seis vice-campeonatos (1950, 1975, 1979, 1983, 1984 e 1993).

O Furacão Alvinegro venceu, portanto, as últimas seis decisões que disputou. A série foi iniciada justamente com uma conquista sobre o Criciúma, em 1994. O último vice-campeonato também aconteceu em uma decisão contra o time do Sul do estado, em 1993.

Assim como naquele ano, esta decisão, a última perdida pelo Figueira, também terá a segunda partida realizada no Heriberto Hülse. Mau presságio? Não necessariamente. Apesar de, em 1994, ter feito o segundo jogo no Scarpelli, o Furacão venceu o primeiro jogo em Criciúma, por 1 a 0. Voltou de lá com a mão na taça, precisando apenas do empate para ser campeão pela primeira vez desde 1994. Venceu por 2 a 0 e saiu da fila.

Essas foram as duas únicas vezes que os dois times decidiram o campeonato. É hora do tira-teima. O equilíbrio é muito grande, mas acredito no Figueira. A história prova: quando o Alvinegro chega, é difícil segurar.

Sábado, 26 de Abril de 2008

Time para domingo

Pelo que foi veiculado pela imprensa nesta sexta-feira, o time do Figueira para o primeiro jogo da decisão seria: Wilson; Felipe Santana, Bruno Perone e Asprilla; César Prates, Diogo, Cleiton Xavier, Fernandes, Rodrigo Fabri e Marquinho; Wellington Amorim. Em tese, um 3-6-1, mas, imaginamos, com liberdade para Fabri e Fernandes se juntarem ao ataque.

A princípio não tenho nada contra. O Figueirense perdeu o jeito de jogar no desenrolar do returno, a partir da derrota em Criciúma, depois de enfileirar quatro vitórias consecutivas, apresentando bom futebol. Como analiso a situação a distância, só vendo de perto o desempenho do time nos jogos, espero que essa formação tenha suficientemente testada e treinada durante as duas semanas de preparação que o Furacão Alvinegro teve para a decisão.

É um time técnico e recheado de jogadores capazes de definirem o jogo num lance individual. Marquinho pela esquerda terá que ter um apoio especial, já que não é um bom marcador. Léo Matos não vinha mostrando grande coisa. Talvez César Prates em sua posição de origem possa render mais e o time vai ganhar um apoio mais qualificado e mais veloz pela direita. O retorno de Cleiton Xavier a sua função de segundo homem do meio-campo também pode fazer com que ele volte a render bem, além de fazer o time ganhar uma saída de bola mais qualificada.

Conjecturas somente. Veremos com a bola rolando.

Tuta já foi

Depois de render um bocado na mídia local, em boa parte pela má condução da diretoria na comunicação do afastamento, Tuta acertou sua rescisão nesta sexta-feira. De acordo com o UOL esporte, está se transferindo para o São Caetano. O bom disso é que a saída encerra a repercussão do caso na mídia local.

Condicionando a arbitragem

O sorteio realizado nesta sexta-feira na sede da FCF confirmou Wagner Tardelli como árbitro da decisão. Desde antes da definição, a patrulha avaiana já buzinava por todos os cantos o que isso representaria de ameaça ao Criciúma.

Como comentei no post A influência da arbitragem, Tardelli já tirou o Figueira da parada no ano passado ao cometer erros cruciais num jogo contra o Criciúma. Não faremos, no entanto, cavalo de batalha por conta disso. Vamos para o jogo e pronto.

Considero estranha, porém, tanta preocupação de avaianos com o árbitro de uma decisão que eles não vão participar. O que eles têm com isso? Não é assunto que lhes diga respeito. Devem se preocupar com o início da série B e com o amistoso com o Grêmio. Aliás, amistoso é o único jeito deles enfrentarem times de série A, além de quando jogam contra o Figueira.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Vantagem do Criciúma é mínima

Para quem ainda não sabe, o regulamento do campeonato não prevê saldo de gol no desempate para decidir o campeão estadual. O Furacão Alvinegro pode enfiar 5 a 0 no Scarpelli, perder de 1 a 0 em Criciúma e a decisão irá para a prorrogação. Mesmo aí, o time do Sul do estado não terá vantagem de jogar pelo empate. Se a igualdade persistir no tempo extra, tudo será decidido nos pênaltis.

A vantagem do Criciúma se resume, portanto, a fazer o segundo jogo em casa. O Tigre tem um leve favoritismo, pois, além dessa pequena vantagem, vive um momento melhor do que o Figueira. Há, porém, variáveis que embaralham tudo. Como o time do Sul reagirá à desclassificação da Copa do Brasil e à seqüência desgastante de jogos? Como o Furacão se comportará depois de duas semanas só se preparando para o primeiro jogo da final?

Respostas? Só a partir das 16 horas do próximo domingo no estádio Orlando Scarpelli.

6 mil ingressos vendidos

Apenas 3 mil dos 9 mil ingressos colocados à venda para decisão de domingo ainda estão disponíveis. 10 mil lugares do Scarpelli são reservados aos sócios. É dia de casa cheia, de festa, de a torcida ajudar o time a buscar a vitória.

É hora de esquecer as deficiências da equipe, as broncas com o técnico, a má vontade com um jogador ou outro. É dia de remar na mesma direção. É uma final. Um título está em jogo. E decisão não se joga bem, se ganha. É que o Figueira, com apoio da maior e mais fanática torcida de Santa Catarina, tem que fazer domingo.

A influência da arbitragem

O ClicRBS anunciou que a direção do Furacão Alvinegro não tem restrições a Wagner Tardelli e a José Acácio da Rocha. Foi o suficiente para algumas figurinhas carimbadas de azul da imprensa esportiva local começarem a detonar Tardelli por sua arbitragem no jogo Inter 5x1 Paraná Clube, no Beira-Rio, na última quarta-feira.

Na minha opinião, a arbitragem brasileira é ruim e a catarinense, péssima. Não considero Tardelli e José Acácio bons árbitros, mas no atual quadro da FCF não se salva ninguém.

O carioca Wagner Tardelli, isso a figurinha carimbada não lembra, tirou as chances do Figueira brigar pelo título no ano passado num jogo contra o Criciúma no estádio Orlando Scarpelli no segundo turno do campeonato catarinense.

O Figueira precisava desesperadamente da vitória e Tardelli não deu um pênalti em Léo e depois não expulsou Cláudio Luiz, que cometeu uma falta desclassificante quando um atacante do Figueira puxava um contra-ataque e se aproximava da entrada da área do Criciúma. No finzinho, o Tigre fez um gol e liquidou qualquer chance do Figueira conquistar o returno e jogar a final.

A crítica da figurinha, no entanto, por mais que eu não goste de Tardelli, não procede. As expulsões dos jogadores do Paraná foram corretas. Errou ainda ao não marcar um pênalti em Nilmar no 1º tempo. Não vi o lance de pênalti reclamado pelos paranistas. Também errou ao não expulsar um jogador do Inter no 2º tempo.

Tardelli erra porque é fraco. Assim como José Acácio. Não é complô, nem esquema. Além dos erros em lances capitais, podem influenciar diretamente no resultado da decisão por conta dos cartões, já que os dois times têm vários jogadores pendurados. Qualquer um dos dois pode apelar para a velha administração de advertências, o que pode fazer com que a pancadaria role solte. E isso pode favorecer o Criciúma, a quem interessa truncar o jogo para decidir em casa depois de levar ao menos um empate para o Sul do estado.

Que os jogadores se preocupem em jogar futebol. Que os dirigentes e técnicos pensem antes de falar besteira. Que os árbitros conduzam o jogo de acordo com as regras. É isso que se espera.

Joelhos moles

Todo esse chororô por pênaltis a granel, como na Ressacada no último domingo, reforça minha impressão de que muita coisa precisa ser corrigida na postura dos envolvidos com futebol no Brasil. Os jogadores brasileiros simulam faltas cinematograficamente. Adoram dobrar os joelhos a qualquer encontrão, tentando dar uma de espertos e levar uma vantagem ilícita. Os árbitros brasileiros adoram picar o jogo com uma imensidão de faltas porque assim é mais fácil conduzi-lo. Boa parte da crônica esportiva ama gastar horas e horas de falatório sobre os tais lances polêmicos. Boa parte dos dirigentes adora responsabilizar os árbitros pelos fracassos do seu clube porque assim tira o seu da reta. Boa parte dos torcedores vê uma conspiração contra seu time em cada esquina. Tudo isso é muito chato e estraga o jogo.

Não vou entrar numa discussão técnica ou filosófica, mas quero destacar que uma imagem é uma representação da realidade. Com a atual profusão de câmeras espalhadas pelo estádio ficou mais fácil tirar dúvidas e ressaltar os erros da arbitragem, mas nem sempre o que parece e aparece na imagem é o que realmente aconteceu. Não estou falando em manipulação de imagens ou coisa parecida, só que a imagem não capta intenção, força ou intensidade.

Quando o zagueiro encosta a mão nas costas do atacante não é necessariamente falta. Depende da força empregada. Contato não é falta, é do futebol. Só que o atacante se atira no chão e quase todo mundo clama por pênalti. Além disso, nem sempre há o contato mesmo que pareça que houve. Quem já viu a pancadaria rolando num filme de Hollywood sabe do que estou falando.

A imagem ilude. Quando, por exemplo, repetem para frente e para trás o movimento de uma bola na mão, depois de certa altura não sabemos mais dizer se a bola está indo em direção ao braço ou o braço em direção à bola.

Futebol também é fantasia e ilusão, mas essa discussão sobre erros de arbitragem é chatíssima. Se os jogadores, dentro de campo, se preocupassem mais em jogar do que iludir, isso já faria um bocado de diferença.

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Ah, é Edmundo - II

O Vasco não precisou muito mais além de Edmundo para liquidar o Criciúma na Copa do Brasil nesta quarta-feira. Aliás, Edmundo é muito e o Vasco não tem muito mais além dele. Um gol de craque, uma enfiada de bola de gênio e acabou com a festa tricolor. Lembrou as grandes exibições do Animal no Scarpelli. Outro aliás: os alvinegros podem se orgulhar de ter visto um jogador como Edmundo dar show com a camisa do Furacão Alvinegro. Privilégio de torcedores de alguns poucos times.

Por fim, um a propósito: não houve carreata em Florianópolis para comemorar a eliminação do Tigre da Copa do Brasil...

Escolhendo adversário

Acompanhando os últimos jogos da primeira fase da Libertadores nesta quarta-feira, fiquei me perguntando se as partidas de todos os grupos não deveriam ser realizadas nas mesmas datas e horários. Isso porque o regulamento emparelha os primeiros de cada chave de um lado e os segundos de outra. O melhor dos primeiros pega o pior dos segundos e assim sucessivamente.

Como a rodada final se estendeu por duas semanas, os últimos a jogar puderam avaliar a tábua de classificação e definir quem seria melhor enfrentar, em qual posição seria mais vantajoso terminar. É um benefício que deveria ser evitado, mas a TV provavelmente seria contra.

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Sem exageros, por favor

O técnico Alexandre Gallo não tem sido muito feliz em suas últimas escolhas e decisões, mas daí criticá-lo, e o Departamento de Futebol do Furacão Alvinegro, por ter planejado mal a “limpeza” de cartões dos jogadores que estavam pendurados, é exagero.

Essa crítica tem sido repetida por alguns comentaristas esportivos, mas antes de fazê-la é preciso avaliar as circunstâncias, se não fica parecendo engenheiro de obra pronta ou alguém que só analisa os efeitos sem pesquisar as causas.

Para a decisão, o Figueira tem oito jogadores pendurados por dois cartões amarelos: o zagueiro Asprilla, o lateral César Prates, os volantes Leandro Makelele e Luiz Henrique, os meias Marquinho e Rodrigo Fabri, e os atacantes Wellington Amorim e Bruno Santos.

Pois bem, o jogo-chave para fazer a limpeza foi contra o Marcílio Dias, na penúltima rodada do returno. O Figueirense ainda tinha chances de ganhar o campeonato direto, se também vencesse essa etapa. Só ficou sem chances depois da derrota por 3 a 2 nesse jogo combinada com os resultados de Criciúma e Avaí.

Marquinho havia sido expulso no jogo anterior, contra o Metropolitano, portanto não podia jogar contra o Marcílio. Rodrigo Fabri, Luiz Henrique e Wellington Amorim, contundidos, também não jogaram. Asprilla e Makelele tomaram cartão justamente no jogo contra o Marinheiro. Ficaram pendurados, portanto, ao final dessa partida. Se tomassem mais um cartão amarelo no mesmo jogo seriam expulsos (dããã...).

Os únicos que entraram pendurados contra o time de Itajaí foram César Prates, Cleiton Xavier e Bruno Santos. Cleiton tomou o terceiro amarelo e cumpriu suspensão na última rodada contra o Atlético de Ibirama.

Sobram então César e Bruno. Este último nem titular é. Eles poderiam ter forçado o terceiro cartão sim. Mas o Figueirense ainda tinha chances. Fez uma péssima partida, mas lutou até o fim pelo resultado, tanto que fez o segundo gol já nos acréscimos. Se lá pelos 30 minutos do 2º tempo, Gallo os mandasse forçar o cartão e por algum desses caprichos dos deuses do futebol o time virasse o jogo, aí o técnico acabaria sendo acusado de ter jogado a toalha antes da hora, de não ter confiado no potencial da equipe, e assim tê-la desfalcado para o jogo que seria decisivo em Ibirama.

Então é preciso fazer alguma pesquisa antes de se fazer um comentário. As coisas nem sempre são o que parecem.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Patrulha avaiana

Navegando na internet é fácil constatar que a imaginação avaiana é de uma fertilidade ímpar. O complô contra o time do Sul da Ilha transcende as fronteiras da galáxia, segundo algumas mentes iluminadas.

Impressionante também é a virulência da patrulha avaiana. Comentarista esportivo que não concorda com eles é vendido, boca-alugada, canalha e outros adjetivos impublicáveis. Vale até incitar torcedor a bater em jornalista se ele aparecer na Ressacada, como fez um blogueiro avaiano.

Está deixando de ser torcida para virar seita.

O trem pagador

O Figueirense comprova mais uma vez que é o trem pagador do futebol catarinense. Além de ser o líder de arrecadação em seus jogos em casa, com a melhor média de torcedores por jogo entre os 12 competidores do campeonato catarinense de 2008, o Furacão Alvinegro ainda proporcionou a seis adversários os melhores públicos registrados em seus estádios.

Contabilizando o público pagante até a penúltima rodada do returno, mais dois jogos da última rodada (Marcílio e Brusque, Metropolitano e Chapecoense), disputados no meio da semana passada e cujas súmulas e borderôs estão disponíveis no site da Federação Catarinense de Futebol, o Figueira tem a melhor média de torcedores pagantes, além de ter o jogo de maior público: 16.123 ingressos vendidos no Clássico do returno.

Em 11 jogos, o Figueira levou um total de 72.948 espectadores ao estádio Orlando Scarpelli, uma média de 6.631 por partida. O Avaí vem em segundo lugar, com 4.781 em média em 10 jogos. O Joinville é o terceiro, com 4.597 (10 jogos), o Criciúma o quarto, com 3.950 (11 partidas), a Chapecoense a quinta: 2.191 (11 jogos) e o Metropolitano o sexto, com 1.439 (11 jogos).

Pois os cinco que seguem o Figueira no ranking de público tiveram suas médias vitaminadas pela visita do único representante de Santa Catarina na série A. O Avaí registrou 11.104 pagantes no Clássico realizado no 1º turno (O Diário Catarinense da última segunda-feira informa um público total de 11.902 no jogo de domingo contra o Criciúma na Ressacada, mas é preciso aguardar a publicação do borderô no site da FCF para verificar quantos efetivamente pagaram ingresso).

Já o Joinville contou com 11.324 pagantes na derrota por 0 a 1 para o Figueira na segunda rodada do 1º turno. O Criciúma também registrou o maior número de ingressos vendidos quando o Furacão esteve lá: 6.841. A Chapecoense, por sua vez, teve 4.190 pagantes contra o Alvinegro e o Metropolitano contou 3.200 bilhetes vendidos quando enfrentou o mais vezes campeão em Timbó.

O último a tirar a barriga da miséria, literalmente, com a visita do Figueira foi o Guarani. Foram 1.512 pagantes quando enfrentou o Furacão como mandante. A soma de outros nove jogos (com exceção do último, contra o Atlético Tubarão) não igualou o público do jogo contra o Alvinegro: 1.050, incluindo aí os 688 pagantes contra o Avaí. E olha que o jogo foi na Ressacada, casa do time do Sul da Ilha.

É por isso que o Figueira tem a maior torcida e é a maior atração dos estádios de Santa Catarina.

Borderô por borderô

O site da FCF é feio e bagunçado. É uma mão-de-obra encontrar qualquer coisa ali. Para verificar público e renda de cada jogo há dois caminhos. O primeiro é relativamente simples. Tem que clicar em “competições”, depois em “2008”, Depois em “Profissionais – Divisão Principal”, depois em “Público e Renda”. Ali está a tabela completa com público e renda de cada partida.

Quer dizer, deveria estar, porque esta seção do site não é atualizada desde a 10ª rodada do 1º turno, realizada nos longínquos dias 20 e 21 de fevereiro.

Aí temos que apelar para o segundo caminho, bem mais complicado. Temos que dar os mesmos três primeiros cliques explicados acima e depois clicar em “Tabela”. Aparece um quadro no qual, na primeira coluna à esquerda tem um número. Clicando nele se tem acesso às imagens escaneadas da súmula e do borderô do respectivo jogo.

Tivemos que verificar borderô por borderô e anotar público e renda de cada partida para poder fazer a média. A FCF poderia facilitar a vida dos escrevinhadores, profissionais ou amadores, e dos aficcionados em geral. Se a Federação quiser, já preenchi o que faltava na tabela e posso mandar por e-mail para atualizarem o site.

E vocês, caros internautas, se notarem alguma conta equivocada nos números expostos no post acima, fiquem à vontade para corrigir.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Respostas dos dropes

No post Dropes de domingo fizemos umas perguntinhas. Aí vão as respostas:

- Será que finalmente a torcida avaiana vai conseguir lotar o estádio do Sul da Ilha?

Não.

- Célio Amorim, o árbitro do cai-cai em Ibirama, vai expulsar quantos jogadores do Criciúma no jogo de domingo?

Um, aos 18 minutos do 1º tempo, de forma excessivamente rigorosa, mudando completamente o andamento do jogo.

- A Polícia Militar vai revistar bem os torcedores para garantir que nenhuma bomba exploda em outro confronto entre Avaí e Criciúma ou já se esqueceram do que aconteceu com o seu Ivo?

Vai. Ao menos nenhuma bomba explodiu.

- Quem vai fazer o velho chororó ao final do jogo, denunciando esquema de arbitragem e complô da Federação para lhe deixar fora da final?

O Avaí, seus cronistas esportivos e seus blogueiros. Até agora já descobriram três pênaltis não marcados para o Avaí. Até o fim da semana vão chegar à conclusão que no gol do Criciúma a bola não entrou e que alguma regra do futebol jogado na obscura Papua Nova Guiné considera que bola na trave é gol.

- Vandinho, o matador de galinha morta, conseguirá finalmente fazer um gol contra um time grande?

Conseguiu. E não adiantou nada.

- Martini, o goleiro das mãos de pau, vai finalmente conseguir fazer um jogo decisivo sem engolir um frango?

Não. Engoliu mais uma penosa.

Velha catilinária

A cada fracasso a choradeira se repete. É um berreiro só. Sempre o juiz, sempre o Delfim. Hoje também teve a chuva e o vento. São sempre dois pesos e duas medidas. Hoje o árbitro não teria dado três pênaltis para o Avaí.

Nenhum comentário sobre a injusta expulsão de Jean Coral. O atacante do Criciúma mereceu levar o primeiro amarelo, depois de cometer uma falta dura. O segundo foi ridículo, porque ele teria voltado a campo depois de ser atendido sem ser autorizado.

Com isso, o Criciúma, que, até aquele momento, levava perigo nos contra-ataques. Depois da expulsão, abdicou do ataque e só se defendeu. Mesmo assim, com quase 80 minutos com um jogador a mais, o time do Sul da Ilha não conseguiu vencer o jogo.

Nenhum comentário sobre os mergulhos de Marquinhos na área adversária. No primeiro deles, o árbitro chegou a marcar falta técnica pela simulação, mas não deu o cartão. No segundo, deu o cartão. Seria o segundo. Marquinhos deveria ter sido expulso.

Hit do domingo

Uma música dedicada àqueles que choram neste domingo chuvoso:

Lágrimas e chuva

Kid Abelha - (Composição:Leoni, Bruno Fortunato e George Israel)


Eu perco o sono e choro

Sei que quase desespero

Mas não sei por quê


A noite é muito longa,

Eu sou capaz de certas coisas

Que eu não quis fazer.


Será que alguma coisa,

Nisso tudo, faz sentido?

A vida é sempre um risco,

Eu tenho medo do perigo.


Lágrimas e chuva

Molham o vidro da janela

Mas ninguém me vê

O mundo é muito injusto

Eu dou plantão nos meus problemas

Que eu quero esquecer


Será que existe alguém

Ou algum motivo importante

Que justifique a vida

Ou pelo menos este instante


Eu vou contando as horas

E fico ouvindo passos

Quem sabe o fim da história

De mil e uma noites

De suspense no meu quarto

Domingo, 20 de Abril de 2008

CRÉU melhor quem CRÉU por último

Eles estão fora, de novo. Frase que repetimos a cada campeonato estadual nos últimos 10 anos. A fila já cresceu: agora são 11 temporadas sem um título estadual, 10 sem chegar a uma decisão. Definitivamente, CRÉU melhor quem CRÉU por último.

O Figueira está em mais uma final. Eles não estão. O Figueira vai disputar mais uma edição da Copa do Brasil. Eles, não. O Furacão Alvinegro pode levantar a 15ª taça estadual, abrindo duas de vantagem sobre o time do Sul da Ilha. Eles não podem empatar, vão continuar atrás do mais vezes campeão, independente do que aconteça na decisão.

A eles, como acontece ano após ano, só resta secar.

Reservas vencem o Atlético

Recheado de jogadores das categorias de base – oito dos 11 que iniciaram a partida são da safra recente do Furacão Alvinegro e muitos deles faziam sua estréia no time principal –, o Figueirense venceu o Atlético, em Ibirama, por 3 a 0.

No primeiro tempo, a equipe começou tímida, apresentando problemas na marcação, mas a partir da metade da etapa equilibrou o jogo e criou algumas oportunidades. No segundo tempo, o time voltou melhor e passou a dominar a partida. Fez 1 a 0 com Alexandre, 2 a 0 com Alex Júnio e fechou o placar no fim do confronto, com um belo gol de falta de Édson Galvão.

É prematuro analisar de forma definitiva o desempenho dos jogadores, mas alguns atletas mostraram potencial para terem outras chances. O trio de zaga, formado por Michel Schmöller, William e Rafael, por exemplo. O atacante Alex Júnio, o volante Edson Galvão, que jogou pouco tempo, mas mostrou sua qualidade ao fazer um gol de falta, o zagueiro Luís Eduardo e Cristiano Teixeira, improvisado na ala esquerda, mas que desde o ano passado já merecia mais chances em sua real posição, a meia.

Com a entrada de Luiz Eduardo, no intervalo, Schmöller passou a jogar de volante e continuou a mostrar boa visão de jogo e boa saída de bola. Tem uma tendência a enfeitar demais às vezes, mas isso é perfeitamente corrigível. Ele, Alex e Cristiano Teixeira poderiam ter sido mais bem aproveitados durante o estadual.

Outros jogadores que se destacaram na Copa São Paulo, ainda não tiveram chance no time principal, como o meia Talheti – convocado para a seleção brasileira sub-20 –, o lateral esquerdo Massari e o volante Ricardo.

A Copa São Paulo é até 18 anos, logo os jogadores campeões ainda são jovens. Não sei bem o planejamento da diretoria do clube para aproveitá-los no time principal. Muitos deles foram incorporados ao elenco, mas pouco jogaram no campeonato estadual. À distância, o técnico Alexandre Gallo prefere utilizar jogadores mais rodados. Não é bem a filosofia do clube. Estão sendo guardados para o ano que vem?

Pobre Paulistão

Dei uma espiada no jogo entre Guaratinguetá e Ponte Preta. Jogo movimentado, agradável de se ver, com vitória da Macaca, que se classificou para a final, mas também revelador de que a pobreza técnica também chegou ao futebol mais rico do país.

O Guaratinguetá é o time de Carlos Arini. O “C” da CSR, que fez uma parceria durante três ou quatro anos com o Figueirense a partir do segundo semestre de 2001, quando o Furacão Alvinegro conquistou o vice-campeonato da série B e o acesso à série A.

Por conta disso, vários dos jogadores do Guará passaram pelo Figueira. Sem deixar muita saudade. Alessandro Cambalhota é bom jogador, mas em fim de carreira. Carlinhos, zagueiro, foi contratado em 1999, bom jogador, mas lento, agora também em fim de carreira, nem jogou na partida de sábado. Nenê, meia baixinho, estilo tico-tico-no-fubá, até fez gol, mas no Figueira só é lembrado por sua volúpia em cavar faltas. Bolívia, atacante que veio do Atlético-PR para as categorias de base do Furacão, se notabilizou por ter feito a dupla de ataque com Bolão no time B do Alvinegro em 2005. Bolão, como o apelido já diz, também conhecido por Soares, era o bom jogador daquela dupla. Danilo Santos, eterna promessa das categorias de base do Figueira, sequer entrou em campo no sábado. Outros jogadores também são conhecidos por essas plagas. Alê e Michael “Robinho” passaram pelo Avaí. O primeiro é um volante igual a outros 1.500. Michael ficou mais conhecido pelo episódio em que teria passado uma cantada numa mulher casada num hotel onde o time azulino estava concentrado. Dinei é outro que foi contratado pelo Atlético-PR e nunca disse a que veio.

Pois esse é o time do Guará, que fez a melhor campanha da primeira fase do Paulistão e que não se classificou para a final porque o goleiro da Ponte fez vários milagres na partida de sábado. Pobre Paulistão...

Sábado, 19 de Abril de 2008

Time reserva em Ibirama

O Figueirense vai com um time reserva para o jogo deste sábado contra o Atlético de Ibirama. É uma medida acertada. O jogo não vale nada e o foco deve estar totalmente voltado para a final do campeonato. A concentração para a decisão começa na segunda-feira num hotel de Santo Amaro da Imperatriz.

O clube terá uma semana para Gallo redefinir a equipe titular, treinar o sistema de jogo e para os jogadores se unirem em torno da busca pelo 15º título estadual. O que passou, passou. O foco tem que ser nos dois jogos decisivos.

Nuvens negras, tempestades no céu

A direção do Furacão Alvinegro não conduziu adequadamente o afastamento do atacante Tuta. Se o jogador já havia sido comunicado da decisão na última terça-feira à noite, o clube deveria ter imediatamente divulgado um comunicado a respeito do assunto, através do seu site e da imprensa, informando os motivos e o teor do que havia sido decidido.

Não o fez. Tuta foi ouvido pela imprensa e deu sua versão do fato. Só depois, a direção do clube foi explicar seus motivos e aí já estava apagando incêndio. Por conta disso, a história repercute até agora.

Ultimamente, o Figueirense tem mostrado uma preocupação excessiva com o controle da informação. Tem seus motivos. Setores da mídia de Florianópolis são, de fato, hostis ao clube. Só que, além de ter um site próprio onde pode divulgar as informações que considera relevantes e da forma que entende mais adequada, a direção do clube precisa entender que a torcida sabe do clube pela imprensa. Assim, apesar de eventuais distorções que possam ocorrer na divulgação das notícias, o clube tem que se preocupar em estar em contato permanente com seu torcedor.

Um exemplo desse controle exagerado da informação é uma medida adotada ainda nos tempos do técnico Adilson Batista, em 2005/2006, quando o clube deixou de divulgar através do site a lista dos jogadores relacionados para cada partida. Antes disso, a relação dos atletas era sempre divulgada.

Não vejo problema em treino sem a presença da imprensa e de torcedores. Tampouco faço restrições à divulgação da escalação momentos antes do jogo. Agora, não divulgar a lista de 18 atletas relacionados para a partida é exagero.

Dropes de domingo

- Será que finalmente a torcida avaiana vai conseguir lotar o estádio do Sul da Ilha?

- Célio Amorim, o árbitro do cai-cai em Ibirama, vai expulsar quantos jogadores do Criciúma no jogo de domingo?

- A Polícia Militar vai revistar bem os torcedores para garantir que nenhuma bomba exploda em outro confronto entre Avaí e Criciúma ou já se esqueceram do que aconteceu com o seu Ivo?

- Quem vai fazer o velho chororó ao final do jogo, denunciando esquema de arbitragem e complô da Federação para lhe deixar fora da final?

- Vandinho, o matador de galinha morta, conseguirá finalmente fazer um gol contra um time grande?

- Martini, o goleiro das mãos de pau, vai finalmente conseguir fazer um jogo decisivo sem engolir um frango?

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Tuta está fora

A dispensa do atacante Tuta foi noticiada pela imprensa de Florianópolis durante a noite desta quarta-feira. Ainda não foi feita a r